Concurso: Banco do Brasil do Paraná, rejeita proposta do Ministério Público do Trabalho sobre terceirização




Integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes do Banco do Brasil (BB) se reuniram nesta terça-feira para discutir a elaboração de um acordo sobre a terceirização realizada pelo banco. A procuradora do Trabalho Eliane Lucina ajuizou uma ação civil pública solicitando a substituição de 1.200 terceirizados do serviço de call-center por servidores concursados, na instituição de São José dos Pinhais (PR). O BB rejeitou as propostas feitas pelo MPT.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Fábio Leal Cardoso, sugeriu na reunião que um possível acordo envolvesse toda a terceirização do banco, e não só os serviços de telemarketing. No entanto, o representante do BB, Edson Moreira Correa, alegou que “não tem competência para a discussão da terceirização do banco como um todo, pois não é o executivo responsável pela área”.

Correa afirmou ainda, que após a sentença dada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região determinando a substituição dos 1.200 terceirizados por servidores concursados até o 2 de agosto, o banco contratou um serviço de consultoria para verificar quais as atividades podem continuar sendo terceirizadas e quais devem ser exercidas por empregados da instituição.

“No prazo de um ano, o banco se compromete a convocar 200 aprovados do concurso de 2007 para o Paraná”, disse. “Até lá, o quadro atual se mantém para que possa ser finalizado o trabalho de consultoria”. O MPT refutou a sugestão do BB e afirmou que, “se o resultado da consultoria for diferente do entendimento do ministério, isso fará a discussão voltar à estaca zero”. Os procuradores sugeriram, então, que a questão da terceirização seja discutida de forma global.


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